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Tenho mídias sociais por obrigação e não por um objetivo em si. Não tenho grandes planos não quero obter conquistas por meio dessas plataformas. Se existisse uma forma de comprovar que existem dois tipos de dopamina, com certeza a tóxica seria produzida pelo uso excessivo de telas.
Sem mídia se cria um novo tipo de usuário, o low-profile. Já os usuários com as mídias ativas são denominados biscoiteira, blogueira ou empresas sérias fazendo somente seu trabalho. Fato é que a dopamina produzida pelos vídeos curtos e virais além de cansativos são tediosos. E o uso constante vão nos fazer buscar outras coisas. Viver mais a vida.
Até que ponto devo ser eu mesma na Internet? Esta é a primeira pergunta.
Até que ponto o meu eu verdadeiro está protegido?
Por qual motivo as pessoas devem saber quem sou realmente?
O que sinto basta para saber o que há de bom e o que há de ruim. Não posso confiar num desconhecido ou desconhecida e mostrar minha identidade. Isso é valioso. Tenho minhas dúvidas se a Internet e as mídias sociais podem se tornar meios oficiais sobre a persona do outro, sobre a extensão do outro.
Não sei se a Internet é uma extensão do corpo, mente e espírito. Máquinas estão suscetíveis a erros e vícios. Tenho minhas dúvidas sobre mostrar quem sou de fato.
Tu achas que conhece mesmo alguém ou estás apenas ludibriado pelo passatempo virtual?
Tive uma conversa com meu tio bastardo. Minha mãe trouxe a triste notícia sobre o mesmo não gostar de minha pessoa. Eu como mulher que sou, pedi uma cavalaria e logo fui a seu encontro para dizer poucas e boas.
Homem fraco e insolente, orgulhoso e cheio de preguiça. Feche sua boca antes de falar qualquer coisa sobre mim. Meu sangue, o meu caráter, a minha vida são valiosos demais para serem usados por você. Minha dignidade é tamanha que perde o valor dentro de sua boca. Ingrato! Pobre de meu pai que te ajudara com emprego. Tu tens a graça de Deus olhar por ti, tu tens a graça de ajoelhar-se e pedir misericórdia, tu tens direito a redenção e penitência se expor teus pecados ao padre. Te aconselho a assim fazer, pois só Deus para te perdoar. Homem mesquinho e sem valores.
Não suficiente estava sofrendo com a prima invejosa, filha do insolente. Uns belos tapas e puxões de cabelo é o que ela merece. Longe de todos! Quero pega-la como um animal. Desde meu nascer até meu crescer ela conta mentiras sobre mim. Preciso de justiça suficiente para nunca mais ousar invejar-me. Ambos trouxeram um caos aos meus dias mais lindos... Hei de fazer justiça.
Diminui
a velocidade, o meu olho treme um pouco menos, consigo me alimentar melhor (mais ou menos), não
penso se estou bem vestida ou se serei julgada. Estou descansando e não pense
que isso me ausenta de tarefas domésticas. Fico terrivelmente irritada com a
rotina monótona, penso todos os dias que pós-graduação irei fazer, pesquiso
também sobre mestrado e doutorado. Zerei praticamente todas as séries, e todas
não seria possível, pois não gosto de tudo. E nunca foi tão difícil ser mulher
no mundo acadêmico. Você não é somente julgada, é também desafiada, intimidada
e alvo de dúvidas e questionamentos. Entre a racionalidade e a fé há uma
similaridade na loucura, ambas podem te fazer crer facilmente no que existe e
no que não existe, ambas podem te deixar malucas se você não tiver o mínimo de
calma, serenidade, e consciência da realidade, sendo necessário manter-me longe
de delírios religiosos, e epifanias superestimadas. Ambas se consumidas e
propagadas de maneira exagerada, provocam personalidades excêntricas, egocêntricas
e egoístas. E continuo lendo, pesquisando, e me sentindo só mais uma em uma
fila qualquer. Tento pensar de forma eloquente, equilibrar os extremos políticos
ou até mesmo ignora-los. Eis o ditado: “Dá missa, tu não sabes o terço”.
E
não temer o julgamento e as vestimentas não diz respeito que não me importo, só
coloquei como menos importante do que de fato é. Irei fazer coisas que ainda
não fiz, e não se trata de viajar ao mundo, se trata de algo mais simples. Na
correria, parece estranho descansar numa tarde sem medo de estar pensando quem
está na minha frente ou atrás de mim e em qual faixa me encontro na disputa. Quero viver de forma tranquila,
sem pensar no que deixo ou não de perder, pois o tempo agora sou eu. E para
outras pessoas, eu sou o mundo delas, e elas precisam de um mundo feliz e
seguro.
O
que o resto do mundo diz que estou perdendo depois resgato, se não for possível não tem
problema. Terapia e fé resolvem o tempo, espaço e pódios perdidos.
Imagine que estás a andar dentro de tua própria casa e escutas atrás de uma brecha solar, horrores sobre como mentem para ti. Imagine fingir que nada sabe sobre estas sombras ditas para manter-se viva.
Sim, estou solteira, não é mentira. Faz um tempo e eu ainda não me recuperei. Sabemos que uma semana para quem viveu a vida inteira juntos torna-se um século. Não aguentei mais para falar bem a verdade. Primeiro que não fui aceita pela família e parentes, o nível deles estava acima de meu e eu saber disso era obrigação; segundo que além de não ser aceita era excluída de qualquer reunião. Ficou tudo sombrio. O Rogério ia as reuniões, mas não lutava por mim, ele dizia que lutava e, sei que não. Me sentia tão vazia, era tão horrível entender aquele buraco no coração que se estendia para o estômago. Não é que ele não gostava de mim, ele gostava, o problema é que ele não me amava, e um simples gostar não é forte o suficiente para lidar contra uma geração de pessoas destinadas a grandiosidade financeira. Eu fui literalmente uma pedra no sapato, uma funcionária de empresa completamente desajeitada, um car-guinho com cheiro de nepotismo amoroso. Assim me sentia. Será que assim era? Estou perdida. Tantos anos que acabei me perdendo de mim, conhecendo outros gostos e sabores e perdendo os meus; amando o que ele amava, fazendo o possível para ser mais do que a metade, eu fui a i-necessidade dele; o remédio para as dúvidas. Tu entendes que fui um remédio não prescrito? Minha função era fazer o Rogério não sentir que precisava de outra pessoa além de mim. Neste ponto, a família começou a ter razão. Por perceber essas desavenças, fiquei insegura e disposta a não o perder. Ora! Imagina não saber quem és. Se perdesse o Rogério, estava perdendo a mim mesma, isso era desesperador. Traição? Não! Impossível. Foi um relacionamento maduro, não era de gritar ou envergonha-lo. Estava tão dentro de mim que lá fiquei dentro de um casulo, por fora só o corpo: metálico, sorridente e feliz. Um disfarce. Foi tão difícil. Perdi 30 quilos, nada ficava na boca. Será que tem remédio para esse tipo de solidão que sinto agora? Me sinto um fracasso, uma completa inútil. Foi isso que ganhei por não me amar o suficiente.
Hoje acordei e senti falta de mim. A mulher arrebatadora está tirando um cochilo de milénios de anos. Eu, esse eu, estava guardada desde a infância, e olha onde ela me colocou. Estou numa selva de lobos no corpo de uma mulher de 31 anos com uma mente de sete, você tem noção disso?
Não sei me defender e mais do que isso, não quero me defender e, o motivo não é não saber me defender é, ter preguiça de me defender. A mulher arrebatadora ainda está aqui, não se preocupe, eu, por exemplo, não estou preocupada pois a sinto todos os dias. Te direi mais ou menos como ela está.
Ela está dentro de um espelho. Você sabe quem mora lá? Agora sabe. Eu. Ela está sob uma relva de lençóis de seda, e algodões da melhor colheita; bebe um vinho que a deixa divinamente linda e jovem. Seus pés são macios e suas mãos delicadas como nuvens. Assiste o que tem de melhor na TV, num volume permitido pela ciência. Sua alma está livre de todos os pecados, a mente, livre de todos os medos, assombros e traumas... O nível de trauma que resta é, o suficiente para mantê-la viva perto de um ataque. Ela está bem, está aproveitando.
Todavia, ela tinha me prometido ser meu porto seguro, e olha aonde estou, na selva perto dos animais selvagens e de venenos perigosíssimos. Estou péssima - para não sair daqui e esquecer de perguntar-, não estou bem. Pode-se imaginar que ela me colocou num tipo de escravidão existencial, mas não. Estou aqui pois sou parte da existência dela, e eu, sendo parte dela, fui a mais forte até agora, é por isso que ela está lá, por conta do eu dela infantil, no caso eu.
Oi, prazer.... Esse eu, teve que crescer antes da hora e, passou por coisas que nenhuma criança deveria passar, mas passei e estou aqui. Estou aqui para dar um recado. Tive um sonho, e como todos sabem, sonho em um português corriqueiro são mensagens que nosso inconsciente ou uma parte de nós quer nos dizer. No sonho ela disse que estava tudo bem, só que precisava de um tempo, que ainda estava se preparando, mas que retornaria. Ela disse que ira retornar. Só não disse se aos poucos ou de uma vez.
Tu mentes como também oculta pensamentos. Estes deveriam ser meus, e compartilhados a mim que por ti estou, mas não há nada que possa fazer. É como se meu doce coração negasse te tirar de minha vida. Estes pensamentos que vos refiro causam uma sensação de posse, que no caso és meu. Parece prepotência minha dizer que sou doce, supremacia deixar subentendido que só não te deixo por dó, que consigo ficar sozinha…como se a decisão coubesse somente a mim. E é por mentir, ocultar, negar-se a mudar e mais perceber que sou um peso que uma companhia, que prefiro ficar longes de ti. Teus fragmentos de política ainda me atraem como imã, tua pose de intelectual ainda faz-me querer estar e ficar ao teu lado. É este grande fragmento de pai estilo anos oitenta que permite que nos caibamos num quadrado.
De resto sobra de ti um inacabável poço de despeito contra mim, e seria esse resto o responsável por conduzir meus pensamentos a uma possível quebra de laços entre nós dois.
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| Imagem Ilustrativa - Pexels |
Mais um ano, e como sempre muitas promessas que não se concluíram são passadas para o próximo ano. É difícil iniciar um ano quando nem ao menos, finalizamos os desejos e metas de anos antigos. É um acúmulo, uma loucura metaforada em cores. Branco, rosa, vermelho, amarelo. É, um pouco de superstição, crendice e até o mais cético se rende ao popular mito das cores. Pode ser que seja pra mesclar que somos incapazes de conseguir o nosso, por nós... Talvez sejamos capazes de conseguir tudo que desejamos, talvez não seja para nós, talvez realmente e infelizmente nos proíbam de crescer.
O ano não se fecha se metas antigas nem sequer foram finalizadas. Essa esperança de tudo novo ao iniciar um novo ano, pode estar mais relacionado com algum tipo de orgulho que a crendice, crendice de fato, sabe? Mas por mim não tem problema, mas posso dizer para você que digitei isso em minutos e que não passarei de branco, nem ao menos com uma mesa farta, muito menos na minha melhor versão física. Estarei com José, meu filho, a melhor coisa que já me aconteceu, durante todos esses anos viva.
Feliz Ano Novo!
Imagem Ilustrativa - Por esses dias eu tenho sonhado com você, todos e todos os dias estamos juntos em um sonho. Acordo e tua pre...